RSS ( Really Simple Syndication) é um sub-conjunto de "dialectos" XML que servem para agregar conteúdo ou "Web syndication" podendo ser acedido por programas/sites. Neste site encontrará o directório mais completo e actualizado de feeds RSS em Português. Ajude-nos a aumentá-lo. Sugira um feed RSS neste link .
Na data em que se comemora o Dia Mundial Humanitário, a AMI denuncia um aumento de insegurança no Haiti. A fundação tem neste momento a trabalhar no local seis elementos que constituem uma equipa de saúde e de gestão de campos de deslocados. ?A preocupação com o pessoal tem vindo a aumentar de dia para dia?, afirma Tânia Barbosa, directora do Departamento Internacional da AMI.
?Com o sismo e perante a destruição quase total das várias infra-estruturas da capital, incluindo as governamentais, a insegurança, que infelizmente já se sentia no país, agravou-se. Foi bastante visível logo nos primeiros dias a dificuldade dos comboios humanitários entrarem no país e a distribuição de alimentos tem sido também uma tarefa conturbada?. Passados mais de sete meses sobre o sismo, ?a situação tem vindo a agravar-se de forma preocupante?, afirma a responsável.
?Actualmente, furtos e raptos são algumas das situações preocupantes, fruto de uma tensão social que cresce diariamente?, conclui. Perante este cenário, a AMI reforçou o seu plano de segurança e segue as orientações das Nações Unidas que recomendam as equipas a permanecer em casa quando ocorrerem manifestações na capital.
A AMI encontra-se a trabalhar no Haiti desde Janeiro último, na sequência do terramoto que atingiu aquele país, tendo até à data, possibilitado a mais de 1600 pessoas acesso a medicamentos e vacinas, realizado mais de 3700 consultas e mais de meio milhar de actos de enfermagem, além de gerir três campos de deslocados com 10 mil pessoas na capital e de financiar projectos de organizações locais.
Nos seus 25 anos de existência, a AMI já enviou para o terreno mais de 1200 expatriados, na sua maioria voluntários que, em nome da causa humanitária, partem para cenários onde são expostos ao risco, à doença, à insegurança. No historial da AMI, destacam-se missões particularmente difíceis como as que decorreram em apoio às vítimas da guerra em Angola, no Ruanda, no Congo (ex. Zaire), no Iraque, entre outras.
Os riscos a que estão sujeitos os trabalhadores humanitários são, cada vez maiores e inevitáveis, sem perspectivas de melhoria num futuro próximo. 2008 foi um ano negro em que foram mortos 122 trabalhadores humanitários; em 2009, registaram-se 69 mortes. Os países que apresentam maior risco continuam a ser a Somália, o Sudão e o Afeganistão.
Este é um assunto prioritário na agenda dos actores e doadores humanitários internacionais. A instituição do Dia Mundial Humanitário, em 2008, veio permitir homenagear os trabalhadores humanitários e relembrar o trabalho destes em prol dos mais desfavorecidos muitas vezes em cenários de risco e elevada perigosidade.
"No início do ano a comunidade internacional foi chamada a auxiliar o Haiti, depois do violento sismo. Foram muitos os países que prometeram ajuda, mas 8 meses depois, muito poucos cumpriram. Apenas 10% da ajuda prometida, chegou ao país. O chefe da missão da AMI no HAITI relata à Antena 1 as dificuldades e as necessidades no terreno, ainda hoje. Dados descritos pelo jornalista Vítor Rodrigues Oliveira." Antena 1
Como tem vindo a ser hábito, a AMI lança, no início de cada ano escolar, uma série de produtos e iniciativas solidárias, tendo em vista o apoio a crianças e jovens carenciados em idade escolar.
Um deles é o Kit Salva-Livros. Um produto solidário inovador com uma importante cadeia de beneficiários e cuja mais-valia reside na possibilidade de proteger as capas dos livros escolares. Porque dispensa o uso de tesouras e de colas, é de fácil e segura utilização por parte de crianças e até dos mais idosos. O Kit é composto por dez capas plásticas transparentes e adaptáveis, um conjunto de autocolantes reaplicáveis e dez etiquetas Disney personalizáveis, adaptando-se a todos os formatos de livros e cadernos até 21x30 cm (A4).
As receitas da venda do Kit Salva-Livros (1 euro por cada Kit vendido, que tem um preço de 6 euros), serão canalizadas para o projecto de acção social da AMI em Portugal, sobretudo para os EPES, Espaços de Prevenção da Exclusão Social que funcionam em alguns centros Porta Amiga.
Para além das empresas distribuidoras, a Campanha do Kit Salva Livros conta com os apoios da Handicap International, Young & Rubicam Redcell, Disney Channel, Codipor e DHL.
Agenda Escolar 2010/2011
A AMI lança também este Verão a quarta edição da Agenda Escolar AMI 2010/2011. Tendo como temática o Ano Europeu do Voluntariado, a Agenda Escolar pretende também ajudar a estimular competências de auto-organização nos alunos, em especial do primeiro e segundo ciclo do ensino básico, mas também do secundário e mesmo superior. Esta inclui secções para o horário, dados pessoais, contactos, calendário escolar oficial, lista disciplinas/Professores, calendário de testes e avaliações, notas e plano anual. Como o Kit Salva-livros, tem um preço de 6 euros, revertendo 1 euro a favor dos EPES.
A concepção da Agenda Escolar 2010/2011 só foi possível graças ao apoio da Companhia das Cores e, a exemplo do Kit Salva Livros, está já à venda nas lojas Auchan, Staples Office Center, FNAC, no site www.ami.org.pt e na sede da AMI.
Campanha material escolar
Para além destes dois produtos solidários, as lojas Jumbo/Pão de Açúcar irão mais uma vez este ano, apelar à generosidade dos seus clientes para que adquiram vales de 1 a 5 euros que irão ser convertidos em material escolar, numa campanha que decorrerá de 16 de Agosto a 12 de Setembro. No âmbito da sua política de responsabilidade social, o Grupo Auchan doará outro tanto material, equivalente à doação dos seus clientes, a favor dos jovens apoiados nos 9 centros Porta Amiga. Em 2009, foram 1936 as crianças e jovens que receberam kits de material escolar (mochila, cadernos, canetas, lápis, dossiers, etc.) e em 2010, esta campanha beneficiou 2700 crianças.
Partiu esta Segunda-feira para Cabo Verde, uma equipa da AMI, constituída pelo seu Presidente e Secretária-Geral. Os objectivos desta missão de avaliação são a visita ao projecto na Ilha do Fogo e reunir, a partir de amanhã, com os parceiros e actores humanitários internacionais a fim de realizar um balanço sobre a sua actuação ao longo dos já 22 anos de missões, que já mobilizaram 199 expatriados.
Desde 1988, a presença da AMI passou por 6 das 9 ilhas habitadas que constituem o arquipélago de Cabo Verde, onde foram realizadas diversas intervenções na área de saúde, tais como: assistência médica e de enfermagem, farmácia, ajuda humanitária de emergência, saúde oral e promoção da saúde escolar.
Em 1999, um novo acordo com o Ministério da Saúde alargou a presença da AMI à ilha do Fogo, onde permanece, até ao momento, com uma missão de desenvolvimento dirigida para a formação em saúde pública, assistência de enfermagem e saúde escolar.
Actualmente, encontra-se a decorrer o projecto "Saúde na Nôs Comunidade", com o objectivo de contribuir para a melhoria do estado de saúde da população em geral e especificamente na comunidade escolar da Ilha do Fogo.
Por motivos de melhoria nos índices de saúde e outros, e pelo positivo percurso de desenvolvimento que o país tem realizado, a AMI está a ponderar alterar a sua estratégia de intervenção em Cabo-Verde no final de 2010.
A Galeria AMIarte, no Porto, inaugura amanhã, dia 29, a exposição "Juntos na Solidariedade". Trata-se de um conjunto de obras oferecidas à AMI por 19 artistas plásticos, revertendo as receitas da sua venda a favor da ONG portuguesa.
A mostra reúne óleos e acrílicos sobre tela de diversos tamanhos e técnicas, além de espatulados e serigrafias. As peças são assinadas por Rosa Pereira, Henrique do Vale, general Franco Charais, Odete Pinheiro, Cristina Troufa, Francisco Bernardo, Corine Thinon, Anabela Silva, Paulo Medeiros, Maria Sá, Daniela Fernandes, Stela Barreto, Damião Matos, Eduarda Ferreira, Alexandra Basto, Henrique Oliveira, Ivone Mafra, António Cunha e Matilde Costa.
A inauguração está marcada para a amanhã às 21.30 horas, na galeria da instituição, na Rua da Lomba, 153 e contará com um breve recital de guitarra a cargo do músico Victor Peixeiro.
A exposição estará patente até dia 15 de Setembro.
A AMI vai estar presente no Festival Paredes de Coura que se realiza de 28 a 31 de Julho. Na sequência de uma parceria com a organização, todos os convidados contribuirão com 10 Euros em bens alimentares para ajudar cerca de 4.800 famílias desfavorecidas do distrito do Porto, sendo os produtos adquiridos no supermercado disponibilizado no recinto do evento. O Presidente da AMI, Fernando Nobre, estará presente no segundo dia deste Festival para acompanhar pessoalmente a acção.
O ex-Presidente da África do Sul e Nobel da Paz, Nelson Mandela comemorou 92 anos no passado dia 18 de Julho. Pela primeira vez, assinalou-se nessa data o Dia Nelson Mandela, instituído pela ONU. Como forma de homenagear aquele que foi o primeiro Presidente negro da África do sul, milhares de pessoas em todo o mundo participaram em acções de voluntariado com a duração de 67 minutos, em que cada minuto corresponde a cada ano que Nelson Mandela dedicou à luta pela liberdade e igualdade entre homens e mulheres. A Fundação AMI, associou-se a este dia recebendo no Abrigo da Graça um grupo de diplomatas da Embaixada da África do Sul, que dedicaram os seus 67 minutos de trabalho voluntário à pintura da entrada do Abrigo.
Já passaram 6 meses sobre o terramoto ocorrido a 12 de Janeiro na capital do Haiti e situação no terreno continua muito complicada. Para além do número trágico de mortos e feridos contabilizados e sobre os quais se centraram as atenções iniciais, surgiram, numa fase imediatamente posterior, novas preocupações, sendo uma das principais a definição do destino de toda a população afectada pelo terramoto. A destruição maciça de grande parte das habitações levou a que mais de 2 milhões de pessoas (um quarto da população total do país) ficasse desprovido de abrigo seguro e de meios de subsistência.
Os objectivos traçados pela Fundação AMI foram, desde o início, claros e dirigidos: avaliar com a maior rapidez possível a realidade no terreno de modo a delinear um projecto de intervenção articulado com as estratégias da comunidade internacional e das autoridades locais e permitir simultaneamente que a intervenção se iniciasse com a maior celeridade possível através do envio urgente de recursos humanos e logísticos.
Após a fase de primeira emergência, que teve uma duração de pouco mais de um mês, surgiu a fase de segunda emergência. Se na primeira, a ideia-chave era salvar vidas em perigo por influência imediata e directa da catástrofe, nesta segunda fase a preocupação central é estabilizar e conter os danos provocados pelo acontecimento.
Foi nesse contexto que a AMI estabeleceu com o Ministério da Administração Interna, através da Alta Autoridade para a Protecção Civil, um protocolo em que se comprometia a gerir o campo de deslocados (Parc Colofer), que a Missão do Governo Português montou no Haiti. Numa segunda fase, e já como o financiamento da Organização Internacional para as Migrações (OIM), a AMI passou a ocupar-se de mais dois: Henfrasa e o Palais de l?Art, sendo o primeiro um campo instalado e os restantes espontâneos. No seu conjunto, os três campos localizados em Porto Príncipe alojam um total de 10.000 vítimas do terramoto, forçadas à condição de deslocados internos.
Neste seu papel de Organização Coordenadora de Campos de Desalojados, a AMI apoiou-se fundamentalmente em dois pilares de acção. Por um lado, o trabalho directo com a população de deslocados. Por outro, procurar e assegurar a provisão de serviços dos vários sectores prioritários (saúde, água, alimentação, saneamento, etc.) junto do dos diferentes actores humanitários no terreno, colaborando activamente para isso com instituições como o Ministério do Interior do Haiti e diversas agências das Nações Unidas, como por exemplo, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH).
Para além desta intervenção, e ainda no âmbito do projecto de coordenação de campos de deslocados, a AMI conta com uma equipa de dois enfermeiros voluntários locais e onze activistas comunitários seleccionados entre a população de deslocados, para a realização de actividades de sensibilização para a correcta utilização e manutenção das estruturas criadas nos campos e que trazem entre vários benefícios, os indispensáveis ganhos em saúde. Até ao momento, já foram realizadas 15 sessões de sensibilização nos campos de deslocados, incidindo principalmente sobre os temas de higiene pessoal e comunitária e prevenção das infecções sexualmente transmissíveis. Mais de 3800 beneficiários foram abrangidos por esta iniciativa.
Outra área de intervenção prioritária para a AMI é a prestação de cuidados de saúde à população de deslocados. Desde o início da sua missão no Haiti, a AMI mantém em funcionamento uma clínica móvel com uma equipa de voluntários expatriados Médicos e Enfermeiros, bem como Enfermeiros locais, garantindo à população de deslocados e comunidades adjacentes aos campos o acesso a cuidados de saúde.
Até à data, mais de 1600 pessoas tiveram acesso a medicamentos e vacinas distribuídos pela AMI, tendo a equipa médica da AMI realizado mais de 3700 consultas e mais de meio milhar de actos de enfermagem.
Se até ao terramoto de 12 de Janeiro, a dura realidade no Haiti era desconhecida de muitos ? é um dos mais pobres país do Hemisfério Ocidental, colocado em 149º no Índice de Desenvolvimento Humano onde são listados um total de 182 países ?, actualmente muitos são os que despertaram para esta realidade, que se tornou entretanto, ainda mais preocupante.
De referir as condições de vida precárias em que as equipas da AMI tiverem que operar nestes 6 meses, alojadas em tendas expostas à intempérie. Ultimamente reportam-nos os problemas de segurança crescentes, à medida que o tempo passa e a instabilidade social se agrava.
A AMI vai, por isso, manter as suas intervenções com equipas expatriadas ao nível da clínica móvel e da gestão de campos, pelo menos, até ao final de 2011, altura em que será feita uma reavaliação das necessidades.
Em paralelo, a AMI vai continuar a apostar e a aumentar o apoio às organizações locais, através do financiamento de projectos que nos venham a ser submetidos nos próximos anos.
Estas várias intervenções no Haiti só têm sido possíveis graças ao generoso apoio da sociedade civil portuguesa, das empresas e de todos aqueles que se mobilizaram no sentido de apoiar as vítimas do sismo. Até final de Junho, a AMI angariou 1.165.693,61?.
Importantíssimo foi também o financiamento do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento para a missão de primeira emergência e o co-financiamento da OIM para a primeira fase de gestão de campos. A AMI tem já orçamentado para aplicar no Haiti em 2010, um montante de 800.000 ?.