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Vistas largas
Vistas largas - SAPO Blogs

  • É uma limpeza

    Os 10 países mais limpos do mundo:

     

    1. Islândia.

     

    2. Suíça.

     

    3. Costa Rica.

     

    4. Suécia.

     

    5. Noruega.

     

    6. Maurícias.

     

    7. França.

     

    8. Áustria.

     

    9. Cuba.

     

    10. Colômbia.

     

     



  • Zurrar faz bem aos pulmões e ao ego

    A decisão dos ministros das finanças europeus sobre a produção anual dos orçamentos de Estado, requerendo que as grandes linhas orçamentais sejam partilhadas com a CE e os outros países da União, em Abril de cada ano, deve ser considerada positiva. É um passo em frente no sentido de uma maior coordenação económica e fiscal. A necessidade de mais coordenação é reconhecida pelos cidadãos europeus -- mais de 2/3 acham que faz falta coordenar melhor as políticas económicas, na zona euro. E reconhecida, igualmente, pelos governos.

     

    É verdade que há aqui uma transferência de parte da soberania nacional para o quadro comunitário. Mas, a construção da Europa é baseada exactamente nisso, em decisões voluntárias, de cada Estado, de transferir elementos da sua soberania para as instituições europeias. Aliás, só assim se consegue aprofundar a comunidade de interesses e de valores que é a Europa.

     

    Os parlamentos nacionais terão a última palavra a dizer, em matéria de aprovação do orçamento de Estado. A sua autoridade é e será respeitada. Por isso, todo o ruído que alguns dos nossos políticos e comentadores fazem sobre esta decisão não tem grande justificação. A não ser que seja para nos lembrar que estão vivos e que não devem ser ignorados, por esse simples facto de ainda respirarem, pelas televisões. Nesse contexto, zurrar não é uma má ideia.



  • A UE é uma ilusão

    O Presidente da Comissão Europeia discursou hoje perante o Parlamento Europeu - uma casa onde há de tudo - sobre o "Estado da União".

     

    Este tipo de discursos, em que se procura fazer um balanço e apontar pistas para os próximos 12 meses, não são fáceis de escrever. O fundamental é terem três ou quatro frases curtas, que permitam aos media fazer títulos e focar as atenções do público. Embora o discurso estivesse bem escrito em inglês, este aspecto do "sound bite" não saiu como seria de esperar. Podia ter dito que uma União monetária sem uma politica económica comum é insustentável. Mas não foi tão directo, que o assunto não é pacífico entre os Estados membros. Ou poderia ter afirmado que sem políticas de emprego dos jovens -- um problema muito sério -- não há inovação. Sem inovação fica-se para trás.

     

    Procurando ser positivo, sublinharia que JM Barroso nos lembrou que a burocracia está a asfixiar as PME. O que é bem verdade, quando toda a gente sabe que são as PME que geram emprego e que constituem o tecido económico que dá vida à economia.

     

    Disse que Comissão tem cinco prioridades em cima da mesa: resolver a crise económica, o emprego, a liberdade e a segurança, um novo tipo de orçamento para a CE e, por último, uma política externa que corresponda ao peso económico da Europa.

     

    Ninguém vai disputar a validade dessas prioridades. O que é objecto de dúvida é a capacidade de Bruxelas de levar avante acções coerentes nessas áreas. Bem como uma outra interrogação: será que certos Estados vão deixar a CE pegar nesses assuntos a sério? Há cada vez mais a convicção que a União é uma ilusão. 



  • Atitudes

    Não podemos aceitar que muitos se comportem, em sociedade, sem qualquer respeito pelos outros. O mesmo se passa na política. Tem que haver maneiras e decoro. Cada um, no seu domínio e no seu papel, tem que estar à altura das suas responsabilidades. Um dirigente político que não se sabe comportar é, antes de tudo, um mau exemplo. Manter a calma é uma virtude.

     

    A riqueza de um país também depende do grau de civismo com que cada cidadão encara a sua relação com os outros. O consenso que resulta do diálogo é um bem precioso.

     

    No nosso caso concreto, enquanto nação, temos ainda muito que fazer. Os comportamentos inaceitáveis continuam a preencher-nos o quotidiano. É preciso mudar este estado de coisas. Ninguém quer ter um polícia em cada esquina. Mas mais educação e mais controlo ajudam a melhorar o que está errado. O reforço da autoridade é, por isso, uma preocupação que não devemos esquecer nem ter medo de afirmar.



  • Dinamismo

    Portugal sofre de falta de dinamismo. Por que será?

     

    Ou estou equivocado?



  • A nossa loucura

    Existe, na União Europeia, um país que permite a indivíduos condenados a penas de prisão maior, por tribunais devidamente constituídos, andar em liberdade, sem qualquer restrição, e aparecer diariamente nas primeiras páginas da imprensa nacional a atacar juízes e a justiça. Nenhum desses seres é, em seguida, importunado pela procuradoria da república, que difamar juízes e fazer campanha contra a justiça não parecem ser crimes públicos nesse tal país.

     

    E os media colaboram, que também por esses lados não há cabeça nem sentido das responsabilidades.

     

    Que loucura é esta?



  • A imagem e o ser

    Quem está numa posição de liderança tem que mostrar um empenho total na causa pública e dar uma imagem de seriedade, ponderação, conhecimento, convicção e, ao mesmo tempo, de diálogo. Os que trabalham à volta do líder devem projectar o mesmo tipo de imagem.



  • Cores e serenidade, na vida e na política

     

    Copyright V. Ângelo

     

    Uma explosão de flores, num quadro histórico, como quem celebra a vida mas não se esquece que tudo tem uma perspectiva mais ampla, para além do imediato. É um combinar do agora com o sempre.

     

    Se os políticos pudessem pensar no presente e no amanhã com uma visão mais larga, colorida e limpa da vida, como na fotografia, teríamos mais confiança no futuro. Haveria rumo.



  • Bélgica, fim-de-semana ou de uma época?

    A Bélgica vai passar este fim-de-semana à beira da ruptura. O presidente do Partido Socialista (francófono), Elio Di Rupo, depois de várias semanas de consultas inter-partidárias, abandonou esta tarde o encargo de tentar chegar a um acordo, que pudesse levar à constituição de um novo governo.

     

    Di Rupo, que mal fala a língua da Flandres, onde vivem cerca de 60% dos belgas, mostrou ser um dirigente paciente, sincero, bem educado (ainda há políticos que não dizem meia dúzia de palavrões em cada frase pronunciada), criativo e com um grande sentido de missão. Ganhou o respeito de muitos cidadãos, nas duas comunidades linguísticas. Mas não conseguiu reunir um consenso sobre o futuro institucional da cidade de Bruxelas e dos municípios circundantes.

     

    A crise é muito grave. O país está mais perto do que nunca da fractura. É o resultado de muitas décadas passadas a acentuar as diferencas entre as duas comunidades linguísticas. Fazer política com base em questões identitárias leva qualquer país ao extremismo e ao desastre. Mesmo no centro da Europa. 



  • Memórias, viagens e ataques

    Um percurso ou uma viagem, que mais é uma vida?

     

    Tony Blair acaba de publicar as suas memórias de homem público com muitas confissões privadas. De tudo o que o que escreve sobre a sua viagem pessoal, sobressai a personalidade de um político que pensa que o mundo deveria girar à sua volta, que não perdoa nem se autocritica, que está convencido que sempre teve razão. Mas o mais feio, são os ataques pessoais a um outro político, de quem foi muito amigo, companheiro de vitórias eleitorais,  e que agora atraiçoa. Talvez porque atacar os outros seja uma maneira de desviar as atenções das nossas insuficiências e erros.

     

    Também, porque ajuda a vender papel. 




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