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Café Central - SAPO Blogs

  • Os discursos do 25 de Abril

     

    Os discursos proferidos hoje pelos partidos com representação parlamentar, na Assembleia da Republioca, mostrou que há duas visões fracturantes:

     

    - os que querem um Estado a tutelar a Sociedade

    - os que querem uma Sociedade a tutelar o Estado

    Vamos ver as 'cenas dos próximos capitulos'.

     



  • "Maquiavel em Democracia" - 2

    "... Antecipar o futuro, procurar vê-lo com clareza  é o que pretende o politico que se sente em situação incómoda com o poder. Essa pretensão leva-o a não tomar posições claras sobre problemas imediatos, o que não deixa de suscitar contradições, inquietações e polémicas:  ser favorável à paz sem precisar até onde devem ir os poderes da Organização das Nações Unidas; preconizar o progresso da Europa sem delimitar com clareza as competências que deverão continuar a pertencer a cada País; libertar a economia das regras que a condicionam, sem diminuir os poderes do Estado; zelar por uma mais justa distribuição das riquezas produzidas e, ao mesmo tempo, fazer a apologia da livre contratação como o meio mais eficaz de gerir a sociedade; defender os direitos do homem, mas velar pelo respeito da segurança de todos; ; adaptar as leis à evolução dos costumes e das mentalidades, mas preservar os valores morais e a tradição."

    Edouard Baladur, in "Maquiavel em Democracia".



  • o reconhecimento ...

    ... que o País não quer dar às capacidades individuais das pessoas que conseguem fazer realçar e potenciar as capacidades colectivas de uma organização como se comprova nesta noticia, Bava e Mexia eleitos os melhores CEO europeus nas telecom e energia, do Jornal de Negócios.

    O reconhecimento tem de ser feito do exterior porque cá dentro a única preocupação parece ser o que ganham como contrapartida pelo trabalho que fazem e os resultados, que individual e colectivamente, recebem.

    Falta de cultura de avaliação e de prémio ao mérito.

    Pois é este o povo que somos.



  • Participem

     

    Façam-me companhia na Gala a favor da POLIO, dia 17 de Abril no Casino de Vilamoura, organizado perlo Rotary Club de Loulé.

     



  • Para quem puder estar presente

     

    Recebi este convite para participar na entrega do The Milton Friedman Prize for Advacing Liberty que hoje é entregue a Akbar Ganji.

     

    Não poderei estar presente, mas se alguém o pode fazer por estar perto de Washington D.C.  ·  Hilton Washington, aqui tem o link para se inscrever.



  • "Maquiavel em Democracia"

    Na Páscoa recebi de oferta ; "Maquiavel em Democracia" de Edouard Balladur.

    Ainda não tinha tido oportunidade de começar a sua leitura por te dado iniciado já a de um outro.

    Comecei ontem e apesar de só ter lido algumas das páginas iniciais, e o preâmbulo, fiquei com a ideia que fale a pena lê-lo.

    Balladur foi 1º ministro de França entre 1993-95 e candidato derrotado à Presidência da Republica.

    Neste livro pretende identificar as características especificas dos candidatos ao poder, quais os factores de sucesso e os de insucesso, bem como nos permite estabelecer comparações entre o perfil e atitudes desejáveis e a situação actual, em cada uma das nossas democracias.

    A ler calmamente e  com muita atenção.



  • A capacidade competitiva

    Ontem, no final do jogo de Liverpool, ouvi o treinador do SLB dizer : "não fomos capazes de acompanhar o ritmo de jogo do adversário" (ou qualquer coisa de similar).

    Estava obviamente a referir-se ao ritmo competitivo da equipa inglesa face ao ritmo competitivo do SLB.

    Ora o Liverpool tem mais jogos disputados, esta época, do que o Benfica pelo que tal situação se fica a dever à competitividade dos jogos que disputa, ao maior equilíbrio entre as equipas com quem se confronta e à intensidade que é necessário colocar nesses jogos.

    Como todos sabemos cerca de 90% dos jogos de qualquer equipa são os confrontos no seu próprio País (Campeonato, Taça e Taça da Liga). É pois aqui que temos de melhorar o indice competitivo.

    O (re)equilíbrio  competitivo passa muito pelo equilíbrio financeiro,. pelo que a forma de distribuição das receitas televisivas (a maior receita actualmente) deve ser repensada como já o foi em muitos Países europeus e cujas equipas têm mais sucesso em termos das competições europeias.

    Isso em Portugal não vai, mais uma vez acontecer, porque parece que temos 'horror' ao equilíbrio competitivo e preferimos os 'monopólios' com a hegemonia de 1 ou 2 clubes.

    Não me espanta, esta é a forma como também olhamos para a economia ; não queremos competição mas sim que um monopólio, com ajuda do Estado, vingue.

    Será este um dos problemas actuais?.

     



  • Ler, reler, meditar e agir

     

    Nestes dias da Páscoa, que passei fora do Algarve, aproveitei para reler os Diários de Miguel Torga.

     

    Fixei uma frase que, apesar de ter sido escrita tendo como tema as eleições de 1975, ilustra bem o modo como, nós portugueses, lidamos com o sucesso e com o insucesso:

     

    "... Não sabemos perder nem ganhar. Se perdemos, odiamos o vencedor, e fazemos tudo para lhe tirar da cabeça a coroa de louros; se ganhamos, ninguém nos atura, porque falseamos a dimensão da vitória, na expressão empolada do triunfalismo"

     

    Vale a pena pensar sobre o que Miguel Torga diz.

     

     

    ??



  • Após as férias da Páscoa

     

    Após este período de ferias que a Páscoa nos trouxe, regressei ontem à noite com vontade de voltar ao normal, em termos de escrita no blog.

     

    Assim os temas que surgem na discussão publica ajudem à inspiração.



  • O modelo de desenvolvimento económico

    Como certamente todos sabemos o crescimento, que todos pretendemos e não o que temos, baseia-se na nossa capacidade de exportar. Mas exportar o quê? O que temos feito até agora, baseado nos produtos 'indiscriminados' e na mão de obra barata em que fazemos o que nos dizem para fazer? As propostas que temos em cima da mesa apontam para um crescimento suportado no consumo (que obriga a um aumento das importações) ou no investimento do Estado. Ora não me recordo do Estado exportar seja o que for o que parece nos aponta para um modelo de desenvolvimento pouco adequado.

     

    NOTA : Para quem não se recorda o PIB é calculado da seguinte forma :

    PIB = Consumo + Investimento + Gastos do Estado + Exportações - Importações




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